A partir daí, foi dada a largada para um debate solto, livre e que produziu uma reflexão muito interessante: o embate entre o que nós queremos falar, entre a necessidade que temos como artistas de expressarmos nossas inquietações, e o que é que o espectador quer ver, ouvir e que interesse despertamos. O prazer e a necessidade de fazer, com o prazer de assistir, de receber. Será que o ponto de partida é o que eles querem ou também podemos dar a oportunidade de se surpreenderem com algo que desconheciam e que os faça refletir? Qual é o lugar do teatro hoje? O que estamos fazendo? Como estamos fazendo? Como superar a facilidade que outros veículos têm de proporcionar esse prazer da ilusão, com recursos cada vez mais elaborados? Como atrair pessoas, justamente pela peculiaridade do teatro de nada disso possuir?
Provocações foram feitas, questionamentos levantados, dúvidas sempre presentes, algumas sem respostas e outras com respostas diversas para uma mesma questão. Relatos de experiências que cada um de nós já teve pelos palcos afora, para tentar explicar, ilustrar, entender...
Tudo valeu como estímulo para um próximo encontro. O capítulo seguinte de uma discussão que dará ainda muito caldo. Aliás, o caldo de ervilha servido ao final e complementando o debate, com uma dose de vinho para esquentar o frio, fechou a noite desta quarta, com a promessa de mais aprendizado para todos nós.
Até o dia 15, terça-feira, quando continuaremos nossas conversas.
por Neise Neves
Juarez Dias - Orientador provocador - e Cybelle - o caldo estava ótimo
Jussara Fernandino, Neise Neves, Juarez Dias, Léo Quintão, Olavo de Castro, Ed Andrade, Bia França, Cybelle Calonge e Ronaldo Janotti (acompanhando tudo da Itália)

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