domingo, 7 de setembro de 2008

Fechamentos do mês - 26 e 29 de agosto

Dia 26 de agosto de 2008
Terça - 9h30

-Fizemos um pequeno relato sobre a nossa ida à Conselheiro Lafaiete. -Aprofundamos as nossas discussões sobre o texto de Michel Foucault - O QUE É UM AUTOR?

"A noção de autor constitui o momento forte da individualização na história das idéias, dos conhecimentos, das literaturas, na história da filosofia também, e na das ciências..."

"...A nossa cultura metamorfoseou este tema da narrativa ou da escrita destinadas a conjurar a morte: a escrita está agora ligada ao sacrifício, ao sacrifício da própria vida; apagamento voluntário que não tem de ser representado nos livros, já que se cumpre na própria existência do escritor. A obra que tinha o dever de conferir a imortalidade passou a ter o direito de matar, de ser a assassina do seu autor."

"...a marca do escritor não é mais do que a singularidade de sua ausência: é-lhe necessário representar o papel do morto no jogo da escrita."


Dia 29 de agosto de 2008
Sexta - 16h.


-Definições para o encontro do dia 30 - Palavra-Pensamento "A palavra e a escrita"
-Hora de falarmos sobre o livro O NARRADOR de Walter Benjamin que tece considerações sobre a obra de Nikolai Leskov
"Por mais familiar que seja seu nome, o narrador não está de fato presente entre nòs, em sua atualidade viva. Ele é algo de distante, e que se distancia ainda mais."
"...A experiência que passa de pessoa a pessoa é a fonte a que recorreram todos os narradores." (...) "A figura do narrador só se torna plenamente tangível se temos presentes esses dois grupos."
"...O primeiro indício da evolução que vai culminar na morte da narrativa é o surgimento do romance no início do período moderno." (...) "Quanto maior a naturalidade com que o narrador renuncia às sutilezas psicológicas, mais facilmente a história se gravará na memória do ouvinte, mais completamente ele assimilárá à sua própria experiência e mais irresistivelmente ele cederá à inclinação de recontá-la um dia." (..) "O tédio é o pássaro de sonho que choca os ovos da experiência" (...) "memória é a mais épica de todas as faculdades."

Como de costume, fazemos uma leitura ao final de cada encontro.
Ludmilla Ramalho leu NO MEIO DA PALHA de Branca Maria de Paula.

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